Em Portugal já se confia dinheiro a gestores-robot

Os gestores-robot são uma realidade em várias partes do mundo há quase uma década, nomeadamente nos Estados Unidos, onde já administram mais de 45 mil milhões de euros. Na Europa o percurso tem sido mais lento, nomeadamente em Portugal onde a ETFmatic, a primeira gestora robótica de patrimónios a operar no nosso país e com clientes em 32 países, é a única empresa do ramo a operar. Este modelo de gestão de património – em que o dinheiro dos clientes é investido automaticamente através de algoritmos – começou o operar há apenas um ano e meio em território nacional.

Em entrevista ao “Observador”, Luís Rivera, fundador da ETFmatic, não revela números, mas avança com uma explicação para o sucesso em Portugal: “muito do nosso crescimento está a vir de países onde os emitentes de fundos cotados não investiram no desenvolvimento, [logo] a nossa oferta é mais disruptiva”.

Na mesma entrevista afirmou que os investidores nacionais são mais conservadores do que no resto da Europa. A carteira mais comum entre os portugueses tem 40% aplicado no mercado acionista e 60% em fundos de obrigações, revela. Ao nível europeu, a carteira mais popular tem 80% exposta a ações e 20% a obrigações. Isto acontece “apesar de [os portugueses] serem ligeiramente mais novos”, com 32 anos, afirma Luís Rivera.

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