rastreamento

Knife 4.0 – rastreamento de produto após venda

Este artigo descreve um sistema de prova-de-conceito para o rastreamento de facas, pelo fabricante, nas instalações…

Este artigo descreve um sistema de prova-de-conceito para o rastreamento de facas, pelo fabricante, nas instalações de um cliente profissional, como um matadouro ou um talho. O sistema permite o registo das principais operações efetuadas com as facas, bem como o registo de acontecimentos anómalos (empenos, quebras, entre outros). A ideia de negócio em que se baseia o projeto insere-se no âmbito da “Indústria 4.0” e assenta na utilização de tecnologias de última geração. O projeto foi desenvolvido no âmbito da participação da academia EDUNET ESTG-IPLeiria no concurso internacional “Xplore New Automation Award 2018”, promovido pela empresa Phoenix Contact.

Introdução

A “Indústria 4.0” e as ferramentas tecnológicas que a suportam permitem a criação de novos modelos de negócio [1]-[5]. A vida completa de um item/produto pode ser digitalmente registada, não só dentro das instalações do fabricante (conceção, produção), mas também após a venda (perfis de utilização, desempenho). O esforço de recolha e partilha desta informação implica, contudo uma parceria entre fabricante e cliente, o que produz um valor acrescentado para os dois: o fabricante consegue melhorar o seu produto com base na informação de desempenho em utilização real e o cliente recebe produtos melhorados e adequados às suas necessidades, e pode utilizar a informação recolhida para também otimizar os seus processos [6].

Neste artigo descreve-se o desenvolvimento de um sistema de rastreamento de um produto, pelo fabricante, ao longo da sua utilização nas instalações de um cliente. Considera-se o caso concreto de facas para utilização profissional, sendo o cliente um matadouro ou talho. O rastreamento das facas pode ser visto como um serviço pós-venda, com vantagens para o cliente ao nível de garantias estendidas, produtos customizados e acesso aos dados de utilização. Pode também ser assumido um modelo mais inovador, considerando-se a “faca como um serviço”, em que o cliente paga não a faca diretamente, mas sim a sua utilidade/utilização (a faca em si continua a pertencer ao fabricante/fornecedor do serviço).

O projeto foi desenvolvido no âmbito da participação da academia EDUNET ESTG-IPLeiria [7] no concurso internacional “Xplore New Automation Award 2018” [8] promovido pela empresa Phoenix Contact [9] e com o patrocínio do Ministério Alemão da Economia e Energia. O projeto contou com a colaboração da empresa IVO Cutelarias [10], que disponibilizou equipamento e participou no desenvolvimento da ideia e da sua aplicação a um caso prático concreto.

Jaime Miguel Conceição Silva e Carlos Alexandre Canelas Guerra, finalistas da licenciatura em Engenharia Eletrotécnica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.
Luís Miguel Ramos Perdigoto, Prof. Adjunto no Departamento de Engenharia Eletrotécnica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria e Investigador no Instituto de Sistemas e Robótica – ISR – Coimbra.
Eliseu Manuel Artilheiro Ribeiro, Prof. Adjunto do Departamento de Engenharia Eletrotécnica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria e Investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC Coimbra).
Paulo Jorge Simões Coelho, equip. a Assistente 2.º Triénio do Departamento de Engenharia Eletrotécnica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria e Investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Para ler o artigo completo faça o download gratuito da revista “robótica” nº114. Verifique o seu email após o download. Pode também solicitar apenas este artigo através do email: a.pereira@cie-comunicacao.pt

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