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Utilização de exoesqueletos em ambiente biomédico

Utilização de exoesqueletos em ambiente biomédico

Na área da robótica, um exoesqueleto é um robot “vestível” que suporta ou, em alguns casos, substitui os movimentos do próprio utilizador.

Na área da robótica, um exoesqueleto é um robot “vestível” que suporta ou, em alguns casos, substitui os movimentos do próprio utilizador, através da combinação da inteligência humana e da potência de uma máquina a fim de aprimorar ambas.

Os exoesqueletos podem ser classificados de acordo com o princípio de ação como ativos ou passivos, com base no apoio às diferentes partes do corpo humano como exoesqueletos dos membros superiores, exoesqueletos dos membros inferiores, exoesqueletos de corpo inteiro ou articulações específicas que sustentam o exoesqueleto e, dependendo da sua implementação, podem ser distribuídos por três grupos principais: aumento da força humana, interações hápticas e reabilitações.

Um exoesqueleto ideal deve gerar movimentos idênticos aos movimentos naturais do ser humano, sem causar vibrações ou mudanças bruscas de movimento e sem adicionar carga extra ou desconforto.

Em geral, os exoesqueletos são preferíveis aos robots comuns, uma vez que apresentam a componente da inteligência humana para além da parte motorizada. Por outro lado, o facto dos exoesqueletos precisarem de “trabalhar” em conjunto com a fisiologia e biomecânica do corpo humano constitui uma limitação.

Apesar do mercado atual destes equipamentos ser bastante abrangente, esta indústria vive em constante desenvolvimento e inovação, com vários projetos em curso que pretendem solucionar problemas presentes ou apenas simplificar e tornar mais viáveis as soluções existentes. Com este constante desenvolvimento da tecnologia, os exoesqueletos estão cada vez mais leves, inteligentes e sofisticados, aumentando a sua procura.

Os exoesqueletos podem ser aplicados especificamente na reabilitação após Lesão da Medula Espinhal (LME), que resulta geralmente numa incapacidade completa ou limitação significativa da capacidade de andar, exigindo o uso de cadeiras de rodas elétricas ou manuais ou outros dispositivos auxiliares na mobilidade.

Em conclusão, embora seja inegável o elevado potencial que os exoesqueletos apresentam em ambiente biomédico, ainda são necessárias melhorias, tanto a nível do seu desenvolvimento como a nível económico, uma vez que constituem um produto bastante caro e, consequentemente, pouco acessível.

João Nunes, Mariana Moreira, Rafaela Antunes, Rita Mendes
Supervisão: J. Norberto Pires
Universidade de Coimbra

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