Com investimentos globais que totalizam 124.4 milhões de euros, a igus reforça as cadeias de fornecimento rápido, assim como a proximidade com o cliente e a competitividade no mercado. Numa época em que os conflitos globais e a incerteza económica estão a prejudicar muitas indústrias, a capacidade de inovar continua a ser essencial para o crescimento e para a competitividade. Artur Peplinski, CEO e porta-voz do Conselho de Administração da igus, explica que “a qualidade e o preço dos produtos já não são os únicos fatores diferenciadores. Os nossos clientes procuram, cada vez mais, fornecedores capazes de garantir entregas rápidas e, sobretudo, fiáveis, sem nunca comprometer a elevada qualidade dos produtos.”
Com 227 novos motion plastics, a igus prova que as inovações podem surgir precisamente quando as condições são difíceis. De forma a continuar a crescer, a empresa investiu fortemente em novas infraestruturas e em automação, o que resultou em prazos de entrega ainda mais rápidos. Além disso, a igus está a expandir as suas atividades globais através de novas filiais e do aumento das existentes, com o objetivo de reforçar ainda mais a proximidade com os clientes através da produção local.
A sustentabilidade continua a ser uma componente central da estratégia corporativa da empresa. Desde 2025, a produção na sede da igus, em Colónia, é climaticamente neutra de acordo com os âmbitos 1 e 2. A plataforma de reciclagem própria da empresa, denominada “chainge”, também continua a crescer, tendo já recolhido 235 toneladas de calhas articuladas em fim de vida útil. “Um passo em frente muito importante é a nova validação do certificado ISO, que nos permite demonstrar aos clientes, de forma transparente, a redução de emissões de CO2 obtida através da reciclagem das calhas articuladas”, explica Peplinski.
227 novos produtos para a indústria do futuro
A igus expandiu a sua gama com 227 novos produtos inovadores que se destacam pela total isenção de lubrificação, uma norma exigida pelo Regulamento UE 2024/3190 que obriga os fabricantes de máquinas para a indústria alimentar a repensar as suas soluções. A partir de julho de 2026, os componentes em contacto com os alimentos já não poderão utilizar peças que contenham bisfenol A (BPA).
Na Hannover Messe 2026, a igus apresentou o material iglidur A35, isento de bisfenol, que pode ser utilizado em casquilhos deslizantes para sistemas de transporte, em rodas dentadas para máquinas de embalamento e em componentes que estão em contacto direto com o produto, tais como guias lineares em linhas de enchimento.
Maiores investimentos na automação e produção local
Apesar dos desafios globais, a igus conseguiu aumentar o seu volume de negócios para 1155 milhões de euros em 2025, um aumento de 4,4% face ao ano anterior. Os três maiores mercados de vendas da igus são a China, a Alemanha e os EUA, que, em conjunto, representam cerca de 60%. Atualmente, a igus emprega 5423 colaboradores em todo o mundo, o que representa um aumento de 185 trabalhadores face a 2024. Para se tornar independente do mercado de trabalho externo, a empresa criou o seu próprio Centro de Formação na sua sede, em Colónia, com um investimento de 600 000 euros.
Em 2025, a igus investiu um total de 42.2 milhões de euros no centro de inovação em Colónia, aos quais se somam 11,5 milhões de euros em investimentos e 70,7 milhões de euros aplicados nas filiais internacionais, que são aplicados na aquisição de novos terrenos, edifícios e equipamentos modernos.
Na sede da igus, em Colónia, está a ser construído um armazém de peças pequenas, totalmente automatizado, que irá otimizar o processamento de encomendas com uma capacidade até 1800 operações de armazenamento e recolha por hora. Na igus, garantem que em áreas como a cravação e a soldadura, as novas soluções de automação permitem tempos de produção entre 10 a 30 vezes mais rápidos do que os processos manuais.
Vencedores dos Prémios Vector 2026
Já são conhecidos os vencedores da 10.ª edição dos Prémios Vector 2026 da igus: o Porto de Roterdão conquistou o Vector de ouro, graças ao seu sistema de fornecimento de energia a partir de terra para navios de cruzeiro. O Vector de prata foi atribuído à empresa Jenaer Antriebstechnik GmbH, pelo desenvolvimento de um sistema de posicionamento de ultra-precisão para a produção de microchips. Por sua vez, o Royal Ballet and Opera de Londres conquistou o Vector de bronze, graças a uma torre de palco com 37 metros de altura, equipada com tecnologia multimédia elevatória. A empresa Membion GmbH, que desenvolveu um biorreator de membrana para a filtragem de microplásticos na água potável, foi a grande vencedora do Vector verde. Nesta edição de aniversário do concurso, que distingue aplicações criativas e sustentáveis com calhas articuladas, a igus recebeu um número recorde de 424 candidaturas, provenientes de 36 países.
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