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Cibersegurança Industrial

Poderemos considerar a “Cibersegurança” a segurança do tudo e do nada? Como iremos proteger…

Poderemos considerar a “Cibersegurança” a segurança do tudo e do nada? Como iremos proteger um bem que sendo cibernético não existe fisicamente, mas que é quantificável, que é palpável e identificável virtualmente. Toda esta informação que circula num ambiente que virtualmente é real, assente em estruturas físicas de computadores e bases de dados interligadas mundialmente, numa nuvem que todos podemos visualizar, olhando o céu, mas que num conceito informático, cibernético, é uma abstração de dados, constituídos por zeros e uns, agrupados numa lógica que para muitos se tornará ilógica.

Neste sentido como iremos proteger o eu, enquanto seres vivos, seres físicos que se alimentam, que respiram, que trabalham e que existem num mundo real, que cada vez é mais virtual ou se quisermos, pseudovirtual Naturalmente que, enquanto seres vivos, nos encontramos sujeitos a todos os tipos de insegurança. No dia-a-dia, a que estávamos habituados, preocupámo-nos com a segurança das nossas casas, com a segurança dos nossos automóveis, dos nossos filhos ou o nosso bem-estar, atos que são executados inconscientemente ou mesmo involuntariamente, mas que são reais e preocupantes. No entanto, encontramo-nos envoltos em outras ameaças, muito mais preocupantes que as quotidianas, que nos arrastam para um mundo inimaginável e virtual que nos enreda nas suas redes e nos controla, nos ajuda e nos guia diariamente, um mundo assente em tecnologia informática e de sistemas.

É, pois, nesta tecnologia que nos orienta, que nos controla e que é facilitadora que reside a grande insegurança. É na dependência das tecnologias informáticas que estão presentes no nosso pulso, no bolso do casaco ou das calças, nas nossas secretárias, nos eletrodomésticos, nos veículos motorizados e dos sistemas de controlo de navegação e de circulação que reside o verdadeiro perigo. Saramago retrata muito bem no seu romance “Ensaio sobre a cegueira” o que poderia ser um ataque em grande escala a todos estes sistemas, todos nós nos tornaríamos cegos. Esta cegueira, que embora seja não física, desencadearia um caos de tal dimensão que poderíamos, única e simplesmente, deixar de existir, enquanto indivíduo, pelo simples “delete” da nossa informação. É por isso, que a segurança cibernética se torna preponderante na preservação da nossa individualidade, enquanto registo de dados distribuídos por inúmeras entidades bancárias e estatais, bem como coletiva em que a cibersegurança deverá ser nacional protegendo informações pessoais, coletivas e estatais.

Convenhamos que nos “pomos a jeito” quando nos expomos nas redes sociais abrindo as portas à insegurança não só pelo que mostramos, pelo que partilhamos, mas principalmente, pela informação que disponibilizamos. A cibersegurança deve ser considerada como um ato coletivo em que cada um dos intervenientes deverá resguardar-se, protegendo os seus dados, as suas passes e mesmo, e por que não, a sua localização.

Adriano A. Santos

O dossier “Cibersegurança Industrial” é composto pelos seguintes artigos:

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