“Não há estratégia de sustentabilidade, pois a sustentabilidade é a própria estratégia”. A frase do professor universitário Nuno Moreira da Cruz, citado por Paulo Loureiro, Diretor-Geral da Endress+Hauser Portugal, retrata de forma feliz o essencial temático do evento organizado para debater o tema. Gestores e profissionais envolvidos na indústria de processo partilharam experiências e desafios de uma jornada sem retorno, rumo à sustentabilidade.
A companhia que o ano passado investiu mais de 260 milhões de euros em tecnologias para aumentar a eficiência nas várias fases de manutenção, engenharia de processo e produção, reuniu em Leiria cerca de uma centena de convidados, entre gestores, decisores e outros profissionais convidados para uma conferência que ofereceu uma visão partilhada de experiências de descarbonização e práticas de negócio sustentáveis.
No evento que a Endress+Hauser (E+H) realizou a 14 de Maio no Dolinas Climbing Hotel, em Porto de Mós, arredores de Leiria, estiveram em destaque várias temáticas diretamente implicadas na redução de emissões em sectores críticos da indústria, no abastecimento de águas, na mobilidade e nos transportes. Falou-se de energias verdes e biocombustíveis, mas também de digitalização, de processos industriais eficientes e do seu impacto no caminho sustentável para alcançar metas climáticas cada vez mais urgentes e vitais para o futuro da Humanidade.
Paulo Loureiro, Diretor-Geral da Endress+Hauser Portugal, apresentou uma visão panorâmica da companhia fundada em 1953 e do desenvolvimento recente dos negócios globais. Com uma faturação de 3,14 mil milhões de euros o ano passado, a E+H vai na quarta geração de gestão familiar e assim pretende continuar, pois esse é o escopo que se mantém desde a sua fundação, em 1953.

Paulo Loureiro reforçou o compromisso de sustentabilidade que “permanece no ADN da Endress+Hauser” e lembrou a importância da recente parceria estratégica na área de automação de processo, com a aquisição da empresa alemã SICK, fabricante de sensores para aplicações industriais e logística.
“O nosso trabalho é guiado por valores de compromisso, excelência, sustentabilidade e amizade, com uma linha de rumo muito focada na inovação tecnológica, na qual investimos uma parte muito importante dos nossos recursos”, referiu o Diretor-Geral da E+H, destacando, igualmente, a força de trabalho feminina na atividade da empresa, que já atinge 30% da totalidade dos colaboradores.
Biomassa – variáveis qualitativas
Vítor Figueiredo e Robert Silva, respetivamente Energy Manager e Maintenance Manager na MGC Acabamentos Têxteis, S.A. partilharam a estratégia de eficiência e sustentabilidade da empresa sedeada no concelho de Guimarães.
Consumidora intensiva de energia – em 2022, a fatura total ascendeu a 5,5 milhões de euros – a MGC reduziu em 70% as emissões de CO2 depois de investir numa central de Biomassa e avançar para a implementação de um sistema de gestão da energia.
Texto e fotos por Carlos Saraiva
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