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A importância da automação na Indústria 4.0

As tecnologias de automação 4.0, através da IIoT, conetam, controlam e monitoram aparelhos, máquinas, robôs e informações da cloud em tempo real.

Vivemos uma nova revolução industrial em termos de formas de produção. Isso deve-se não apenas à mecanização, mas em grande parte aos sistemas de controlo e informação, que são capazes de lidar com processos e maquinaria complexos de maneira muito mais eficiente e rentável do que os humanos. Estes sistemas são chamados de automação industrial 4.0.

O que é e como funciona?

As tecnologias de automação 4.0, através da IIoT (Industrial Internet of Things), conetam, controlam e monitoram aparelhos, máquinas, robôs e informações da cloud em tempo real (através da Cloud Monitoring). Desta forma, permite que eles aprendam, operem e funcionem automaticamente, minimizando a intervenção humana e otimizando a produção. À medida que os recursos dos dispositivos conetados à Internet fixa ou móvel avançam, ficarão mais inteligentes ao combinar dados com informações mais úteis.

O papel da automação na Indústria 4.0

Para que a produção automatizada mostre o seu verdadeiro valor, deve ser implementada como uma solução abrangente que englobe todos os processos da empresa, permitindo que as informações fluam por todas as suas partes.

O valor acrescentado da automação na Indústria 4.0 não está apenas focado na sua eficiência e rentabilidade, mas em aumentar a flexibilidade e melhorar substancialmente a qualidade dos processos de fabrico, reduzindo significativamente as margens de erro nas tarefas.

Os Digital Twins gerem o ciclo de vida dos processos, atuando como modelos virtuais que servem de base para a tomada de decisões acertadas.

Nos processos em que a margem de erro pode chegar a até 10% quando o trabalho é realizado pela ação humana, uma plataforma de automação de processos poderia reduzi-la em até 0,00001%.

Vantagens da automação na indústria 4.0

Os principais benefícios da automação na Indústria 4.0 são os seguintes:

  • Eficiência de custos: Reduz os custos com mão-de-obra, automatizando partes dos processos. Além disso, as tecnologias de Realidade Virtual e/ou Aumentada facilitam os processos de aprendizagem e melhoram os modelos de organização produtiva.
  • Vantagens competitivas: Padronização e redesenho automático de procedimentos, tornando-os constantes e precisos, podendo trabalhar 24 horas e 7 dias por semana. Como resultado, aumento de produtividade, capacidade e qualidade dos processos, minimizando imprecisões e o custo do tempo de inatividade.
  • Escalabilidade e flexibilidade: adicionar ou alterar tarefas requer uma formação para um operador humano, enquanto robôs e dispositivos são reconfiguráveis ​​e podem ser programados com precisão num curto espaço de tempo, reduzindo assim o tempo de resposta e execução do processo.
  • Redução de tempo: os tempos de processamento da informação são reduzidos. As plataformas com as quais funciona a automação têm grande capacidade de armazenamento e gestão dos dados derivados de um processo.
  • Alta segurança: A linha de produção pode atribuir a máquinas e robôs certas tarefas perigosas e de alto risco para o pessoal. Além disso, podem ser adicionados um controlo de segurança abrangente e avançado em relação aos equipamentos, peças, pessoas e sistemas. A ‘Cibersegurança’ é uma das tecnologias essenciais para proteger a privacidade das empresas.
  • Melhoria de controlo: este tipo de processo é monitorizado e gravado, gerando o ‘Big Data’; informações valiosas para identificar padrões, melhorar processos e implementar mudanças para prevenir eventos futuros. Além disso, a otimização dos processos abre as portas para o insourcing. Essa centralização de infraestruturas melhora a qualidade e a consistência dos dados e resulta em melhorias em questões analíticas.

Desafios da automação na indústria 4.0

Embora a automação 4.0 tenha grande potencial para as empresas, é necessário conhecer e avaliar os desafios colocados por este novo modelo de negócio:

  • Investimento e infraestrutura: Adaptar a infraestrutura existente à nova pode ser um desafio para as empresas, que terão que investir grandes quantidades de dinheiro e em muitos casos ter acesso a financiamento para adquirir a infraestrutura necessária e decidir quais as soluções que serão mais rentáveis.
  • Plano estratégico: A transição não depende apenas do investimento em máquinas e hardware, mas também requer tempo, uma mudança de mentalidade, uma análise inteligente e uma estratégia detalhada que maximize a implementação e capitalize o investimento realizado.
  • Fator humano: dispositivos inteligentes estão a deixar de ser ferramentas de trabalho para passar a ser força de trabalho inteligente, com milhões de empregos previstos a serem perdidos como resultado de processos de automação. Portanto, a sociedade e as grandes empresas devem promover a formação contínua dos trabalhadores para o desenvolvimento das competências digitais relevantes.

O futuro da Indústria 4.0

Embora a maioria das empresas globalmente ainda não tenha desenvolvido uma estratégia completa para mergulhar na Indústria 4.0, a verdade é que já existe uma tendência de crescimento mais avançada: A Indústria 5.0. Isto concentra-se na personalização, atendimento imediato ao cliente e integração entre pessoas e cobots. A intenção é conseguir uma fusão entre o desenvolvimento tecnológico e o ser humano, com o objetivo principal de que pessoas e máquinas complementem as suas atividades, e não que as pessoas sejam substituídas.

A visão é ter espaços de trabalho físicos e virtuais que sejam igualmente importantes. Tudo isto é possível graças à interconexão de todos os elementos produtivos (máquinas e humanos) através de redes de fibra e internet.

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