Já não havia uma cadeira livre na sala de conferência quando foram dadas as boas-vindas a todos pelas 3 empresas organizadoras do PLC Portugal 2024: Francisco Chacon da Eplan, Jorge Faria da Mota da Rittal e Michel Batista da Phoenix Contact.
Eplan: como alcançar um nível superior de inovação e superioridade?
Francisco Chacon foi quem deu o pontapé de saída com as apresentações ao falar dos 40 anos da Eplan e nas mudanças que ocorreram sobretudo na área da informática. Relembrou e deu como exemplo o seu primeiro computador enorme e muito lento no processamento. E notou que também as mentalidades sofreram alterações durante estes anos, contrastando os baby boomers como previsíveis e lineares e por outro lado, os millenials como alguém que não gosta do clássico discurso do vendedor. Todas estas evoluções na sociedade e no pensamento acabam também por afetar as empresas e mudar a sua estratégia, acompanhando a natural evolução do mundo. E isso também justifica que a EPLAN em 1984 tivesse o foco no produto e atualmente tenha mudado o paradigma para a solução que terá de ser digital, global, integrada e alinhada.
Mas afinal o que nos traz o futuro? Para Francisco Chacon há dois temas incontornáveis – Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning – que justificam o aparecimento do Assistente Eplan como um chatbot com conhecimentos suficientes para responder no imediato a uma qualquer dúvida. Neste âmbito surge ainda o controlo de qualidade para uma melhor interpretação de dados e correção de erros e a geração de conteúdos que alavanca a geração de circuitos, os comandos de voz e o automático layout de painel 3D.

E com esta natural evolução do mundo surge uma Eplan como um fornecedor de soluções com uma visão alargada das necessidades do mercado e dos utilizadores. A somar a isso Francisco Chacon e David Santos explica que a Eplan tem ainda a vantagem de identificar os principais intervenientes e procedimentos, analisando sempre as tendências e assim conseguem sugerir e implementar as melhores soluções da Eplan ou dos seus parceiros. Deram o exemplo da parceria da Eplan com a Rittal que permite a construção de uma cadeia de valor que começa na engenharia (gémeo digital, dados 3D, Eplan Data Portal, Eplan Pro Panel), aprovisionamento (configuração de produtos sem erros – RiPanel, facilidade na encomenda e entrega), fabrico (equipamento Rittal totalmente automatizado, cablagem facilitada e ligação de todas as estações) e operações (acesso aos dados do projeto em qualquer local com a Eplan eVIEW, mínimos tempos de paragem com o Rittal Global Service, processo eficiente de serviço com o Rittal ePOCKET e manutenção preditiva). Destacou ainda a parceria entre a Eplan, Rittal e Phoenix Contact que se materializa na iniciativa Smart Engineering and Production (SEAP) que através da padronização de dados e integração digital, irá transformar o mundo da construção de quadros elétricos através da digitalização dos processos. Com a SEAP, as empresas reduzem custos, aumentam a produtividade e respondem às exigências do mercado. Francisco Chacon terminou a sua apresentação no PLC Portugal 2024 ditando que a Eplan é o parceiro perfeito para um mundo repleto de inovação e competitividade!
Rittal, rumo à indústria de impacto zero
Inovar nos sistemas elétricos para garantir uma indústria de impacto zero foi o tema que Jorge Faria da Mota, CEO da Rittal, trouxe a este evento. Apesar de “uma indústria com zero de impacto ser uma utopia” é importante que todos façamos este caminho para alcançarmos os melhores resultados possíveis, no prazo desejado e definido nos acordos de Paris. Para contextualizar a urgência desta ação, apresentou um gráfico, publicado no estudo anual sobre emissões de CO2, por região, no mundo, “CO2 and Greenhouse Gas Emissions”, onde se conclui que as emissões, em escala mensurável, tiveram o seu início no séc. XX com a revolução industrial, tendo tido um crescimento exponencial a partir da década de 50 do séc. passado. Entretanto mostra sinais de estagnação ou mesmo redução nos países ocidentais (Europa e EUA), a partir da segunda década do séc. XXI, mas sofreu um aumento descontrolado nos mercados asiáticos com especial ênfase na China. A Ásia toda, incluindo a China, é já responsável por mais de 50% das emissões de CO2, no mundo inteiro. Mas o que podemos fazer para reverter esta situação?
por Helena Paulino
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