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A crescente carência de profissionais qualificados no setor metalomecânico

A crescente carência de profissionais qualificados no setor metalomecânico

O setor metalomecânico debate-se há longos anos com uma crescente penúria de profissionais qualificados e isso é uma realidade que entre pelos olhos dentro de qualquer observador menos atento e só não é mais ostensiva esta evidência porque já nos habituamos a esta reduzida produtividade.

À míngua de profissionais qualificados devem-se a vários fatores, sendo um deles, talvez o mais significativo, a fuga da massa cinzenta deste país para outras áreas mais “limpas” e atrativas. A imagem associada ao setor de “forte e feio” tornou-o menos atrativo para os jovens, levando a esta carência de profissionais qualificados.

No entanto convém frisar que o setor conta com muitos profissionais ao seu dispor e a pergunta que se coloca é, o que é que feito para a qualificação desses profissionais? Não sendo um setor atrativo para os jovens, o que é que é feito para o aumento de competências dos que cá estão?

A evolução tecnologia tornou a maior parte das tarefas do setor pouco visíveis, com muito dificuldade em ser escrutinado a sua produtividade e isso tem conduzido a um desleixo da preparação e da qualificação dos seus profissionais.

O aumento da qualificação dos trabalhadores deste setor não pode, nem deve estar dependente do anseio destes em procurar melhorar as suas competências, é urgente alguém pensar com eles e definir percursos profissionais e de formação condizentes com a melhoria continua das suas competências. Os recursos humanos, de cada empresa, devem ser capazes de elencar, por exemplo, as 10 principais competências de cada profissão e promover junto dos seus múltiplos colaboradores o seu domínio, através da definição de percursos formativos personalizados e cuidadosamente programados e também com percurso profissionais cuidadosamente pensados e programados no tempo. Excelentes profissionais não aparecem de geração espontânea, salvo raríssimas exceções, é preciso saber criá-los, programando de forma assertiva o seu percurso formativo e profissional de forma adequado e isso compete essencialmente aos departamentos dos recursos humanos das empresas.

Américo Costa
Engenheiro Mecânico – FEUP
Departamento de Formação do CENFIM

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Artigo sobre a crescente carência de profissionais qualificados
no setor metalomecânico

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Fonte da imagem: bomdia.eu

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